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Mestre do cordel e da xilogravura do Nordeste defende transmissão do conhecimento

Publicado em 19/12/2017
Fonte: UAI.com.br

Assim como boa parte dos meninos e meninas nordestinos, sobretudo dos anos 1940 e 1950, o pernambucano José Francisco Borges aprendeu a ler por meio do cordel. A manifestação literária que surgiu na Europa durante o Renascimento, trazida para o Brasil no século 19, era a forma de comunicação e acesso ao conhecimento da maioria das pessoas no interior.

“O cordel era a maneira de a gente saber das coisas. Ainda mais na roça, que não tinha rádio, TV, cinema, nada disso. Meu pai lia muita história de cordel pra gente. Histórias de cangaço, de amor, de reino encantado. Brinco que até hoje a única linguagem que sei falar é a de cordel”, ressalta José Francisco, de 81 anos, que abreviou o nome para J. Borges. Foi assim que ele ficou famoso. “O nome era muito grande para caber na capa dos cordéis, por isso diminuí. Foi logo no começo da carreira. O povo acostumou. Deu sorte, o nome se espalhou e vou mantê-lo até o fim da vida”, diz o artista, um dos nomes mais importantes do cordel e da xilogravura no Brasil.

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